As palavras fazem-nos viver e matam-nos. Somos o que dizemos, evocamos as frases, embalamos as sílabas, caímos num ponto final, curvamo-nos perante um ponto de interrogação e voltamos a por-nos de pé quando surge a exclamação. Somos letras pequenas que cabem no livro que todos os dias a nossa vida escreve e que sem sabermos está dentro da nossa algibeira ou pendurado numa estante num país distante, escrito numa outra língua sem páginas numeradas, sem principio, meio e fim mas que começa assim: "Era uma vez..."
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